A Lava Jato, a Odebrecht e o projeto totalitário de poder do PT

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O presidente da maior empreiteira do país, Marcelo Odebrecht, foi preso em 2015. Desde então, só se fala da delação do fim de mundo, que traria revelações capazes de acabar com as carreiras políticas de muitos nomes conhecidos do povo brasileiro. Já houve diversos “vazamentos” da tão esperada delação, que resultaram em uma prévia do pânico que dominará a República quando o acordo for todo revelado.

Esse acordo para o empresário realizar sua delação premiada foi fechado com os procuradores da Operação Lava-Jato. Por que a Polícia Federal ficou de fora? Somente os Procuradores do Ministério Público foram destacados para proceder as delações. Se o motivo for evitar os vazamentos, a estratégia não deu certo. Após meses de negociações, os acordos de mais de 50 empresários da Odebrecht estão próximos de uma assinatura final. O mundo político aguarda com terror a lista da Odebrecht. Já foram citados deputados, senadores, ministros, governadores, mas até agora nenhum integrante do Judiciário. É evidente também a blindagem ao PT, poupado das denúncias feitas até agora.

Um dos grandes méritos da Lava Jato é permitir uma depuração do sistema político atual, e acabar com o esquema de corrupção feito em uma escala nunca antes vista, tendo como base uma empreiteira comprometida com o projeto político da administração que estava no poder, no caso o governo petista de Lula e Dilma. O objetivo era garantir o financiamento de campanhas de políticos engajados com uma proposta de poder totalitário.

A direita precisa começar a aprender a identificar esse modelo de atuação que vinha sendo implementado de forma não apenas ilegal e desonesta, mas principalmente, tirana, de financiamento de campanha clandestino para a construção de uma ditadura aos moldes venezuelanos. É importante reagir à conduta da extrema esquerda. Conduta essa que vem sendo revelada, graças à Lava Jato, antes de ter conseguido alcançar suas metas de poder absoluto. E mais ainda, é fundamental articular um contra-ataque que não se limite a gritos histéricos, faixas e divisões internas na própria direita, pois tudo somente fortalecerá a oposição.

Por fim, não se pode esquecer que todas as delações envolvem políticos com foro privilegiado. Isso significa que o Supremo Tribunal Federal (STF) terá que se pronunciar, mesmo já sobrecarregado com casos da Lava Jato. Os últimos episódios que ocorreram na capital trazem fortes indícios de que uma possível operação abafa está em curso no Senado e no STF. Se isso se confirmar, o PT, que foi massacrado, poderia até barganhar o arquivamento do processo contra Lula em troca da sua não candidatura em 2018. Teremos que esperar as cenas dos próximos capítulos. Deixo a citação de Andrew Breitbart para reflexão:
“Eles declararam guerra contra nós, mas nós ainda não declaramos guerra contra eles. Nós temos a obrigação de lutar, de bater de volta duas vezes mais forte.”

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Carlos Arouck
Agente de Polícia Federal - Bacharel em Direito - Licenciado em Administração de Empresas - Foi Instrutor Academia Nacional de Polícia - Palestrante na área de Segurança Pública - Fundador do Movimento Brasil Futuro (MBF) - Consultor de Cenários Políticos - Consultor de Estratégia de Segurança Pública

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