A nova direita cresce e aparece

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Minha última análise política sobre minha certeza de que Trump venceria as eleições postada antes do resultado rendeu alguns constrangimentos a minha pessoa. Fui excluído do face de certas pessoas e chamado de fascista. A ignorância é minha ou de quem me ataca? Sou um analista acostumado a fazer projeções conjunturais até por conta de minha profissão, onde qualquer erro pode custar vidas humanas. Sei a importância de uma análise de vários cenários distintos para se ter as bases necessárias à tomada de uma decisão acertada.

Faço essa introdução porque vou de novo falar de um assunto polêmico. Desta vez, de Bolsonaro. Muitos afirmaram que, se Trump conseguiu ganhar nos EUA, isso seria um forte indicativo de que Bolsonaro teria chances de ser presidente do Brasil em 2018. Há ligação entre um fato e outro?

Os dois não são considerados politicamente corretos. Os dois são chamados de racista, homofóbico, machista… Mas ambos são considerados sinceros em suas ideologias políticas e honestos em suas ações.

A direita brasileira vem crescendo principalmente por demérito da esquerda que não soube cumprir com dignidade seus planos de governo. A onda de escândalos, prisões, desvios, delações e corrupção surpreendeu a todos, de centro, de esquerda, de direita, até mesmo os desinteressados por política. Um resultado dessa derrocada moral e eleitoral da administração petista foi a união de diversos segmentos em torno de uma causa única, o impeachment de Dilma, que se tornou fato constitucional. Outra consequência foi o renascer das grandes manifestações por parte do cidadão comum, trabalhador, que não estava acostumado a ir para as ruas e que, ao contrário de empunhar uma bandeira vermelha, levava consigo a bandeira do Brasil.

As últimas eleições municipais do País atestaram uma importante vitória dos partidos da direita que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, principalmente PSDB e PMDB; e a esperada queda do PT.

Hoje, milhões de brasileiros acompanham Bolsonaro nas redes sociais.Não é à toa que bateu recorde como deputado federal mais votado no Rio de Janeiro. E como presidenciável, tem o menor índice de reprovação, se compararmos com Lula, Marina ou Aécio.
É nesse contexto polarizado que Bolsonaro, sem artifícios e dizendo o que pensa “doa a quem doer” tem angariado a simpatia do eleitor.

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