Adiar o Enem de milhares de estudantes por causa da ocupação das escolas por alguns – pesadelo que virou realidade

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Reação à medida provisória que reforma o ensino médio e a Proposta de Emenda à Constituição 241, que impõe um limite aos gastos públicos pelos próximos 20 anos? Ou sendo mais direto, oposição ao governo Temer?
Nesse episódio, vimos de tudo um pouco: advogado de alunos ocupantes, reclamações contra a falta de sensibilidade dos dirigentes das unidades escolares, determinações judiciais para desocupação imediata com multas altas por dia em caso de descumprimento, denúncias de doutrinação de extrema esquerda por parte dos movimentos ligados à ocupação, críticas à atuação das PMs…o mais triste : a morte de um aluno ocupante assassinado pelo colega a facadas.
Ora, se 5% ocupam as escolas, acho que isso significa que a grande maioria está favorável à desocupação. Trata-se, claramente, de uma ação política. E de esquerda. E com utilisação de menores. Grave. Essa técnica já é amplamente usada há muito tempo por criminosos, em especial narcotraficantes, que se aproveitam da imputabilidade. O poder de convencimento dos militantes caiu tanto que agora a estratégia seria a manipulação de crianças e adolescentes? São mais fáceis de influenciar e quase que impossíveis de reprimir sem criar polêmicas. Ver uma ação policial contra alunos dentro de uma escola é garantia de repercussão nas mais variadas mídias. Essa, com certeza, foi uma aposta dos organizadores das ocupações. Para eles, um tumulto aqui, uma pancadaria ali, uma morte acolá, tudo valeria a pena para conquistar simpatizantes e ter a opinião pública a seu favor. Ainda bem que não houve realmente o uso da força em todo o País como planejava o movimento ocupacionista.
Não podemos deixar de colocar umas questões em pauta,
sob risco de ficarmos coniventes com esse abuso ideológico de nossos filhos. Por que os líderes da ocupação impediram alunos de fazer o exame do Enem, mas eles mesmos não deram o exemplo e decidiram sair para realizar suas provas? Por que, após anos de governo
petista, a reação dos estudantes ocorre somente agora nos poucos meses de governo Temer? A situação do ensino hoje seria resultado dos treze anos de governos Lula e Dilma anteriores ou do atual de Temer? Por que deliberadamente não mencionar que essa PEC e MP foram apresentadas durante a administração do PT com o apoio das mesmas entidades estudantis que agora repudiam as propostas? Por que insistir no termo “ocupação”, quando na realidade o que ocorreu foi a invasão de um bem público?
Nada houve de espontâneo. As ocupações foram programadas,
fazem parte de uma agenda partidária e não escondem o fato de serem antidemocráticas, tendo como objetivo maior a oposição ao governo constitucionalmente empossado. Nesse contexto, o convite feito por Ana Julia Ribeiro, em “comovente”
discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, para que os deputados visitassem as escolas e conhecessem de perto
a realidade enfrentada cotidianamente por alunos e professores, conseguiu ganhar repercussão bem maior que a morte do aluno Lucas. Essa é a realidade brasileira que precisamos mudar. Urgentemente.
A maioria tem que compreender que o estudo é o caminho
para alcançar o desenvolvimento, é a saída da miséria. A manutenção do “status quo” só beneficia aqueles “riquinhos” que defendem suas causas sob pretexto de estarem apoiando os “menos favorecidos”. E se alguém do movimento de ocupação se sentir prejudicado
em seus interesses, sempre há a possibilidade de apelar para as cotas e para sua condição de minoria, em detrimento da maioria que busca atingir seus objetivos por meio do esforço próprio.

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Carlos Arouck
Agente de Polícia Federal - Bacharel em Direito - Licenciado em Administração de Empresas - Foi Instrutor Academia Nacional de Polícia - Palestrante na área de Segurança Pública - Fundador do Movimento Brasil Futuro (MBF) - Consultor de Cenários Políticos - Consultor de Estratégia de Segurança Pública

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