Carlos Arouck aposta na renovação política como saída para descrença do brasileiro em seus representantes atuais

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Policial federal, Carlos Arouck é formado em Direito e Administração de Empresas, instrutor de cursos na área de proteção, defesa e vigilância, consultor de cenários políticos, membro ativo de grupos ligados aos movimentos de rua, especialista em segurança pública.

Durante bate-papo realizado nesta segunda-feira (16), Carlos Arouck diz que a grande revolução brasileira será conseguir uma renovação política no Congresso nas eleições de outubro, capaz de  viabilizar as mudanças necessárias ao país e um diálogo mais direto com o eleitor. Ele analisou cinco eixos fundamentais para a conjuntura

Política

“Vivemos hoje uma guerra política, com dois lados bem definidos em ataque constante; e uma guerra informacional, onde fake news se misturam aos fatos reais e confundem o público e até mesmo jornalistas experientes. Por isso, qualquer projeção que seja feita para as eleições deste ano corre grande risco de se mostrar totalmente inverídica. Pesquisas de institutos conhecidos, por exemplo, insistem em afirmar que determinado candidato mantém liderança, quando sabem que esses resultados são previsões sem sustentação na conjuntura nacional de incertezas. ”

Mídia Social

“A mídia tradicional já foi superada pela social. As redes digitais desempenham cada vez mais um papel preponderante no setor da política. A internet amplia os recursos dos candidatos, permite que alcancem um público mais vasto graças ao seu poder de penetração. O impulsionamento de conteúdos políticos já foi autorizado e os perfis falsos estão proibidos. A influência das mídias sociais no processo de formação de opinião do eleitor vai garantir uma disputa acirrada nos blogs, páginas pessoais, Facebook, Youtube,Twitter, Whatsapp… Com verbas de campanha mais apertadas, o marketing político online será a solução do momento para a escassez de recursos, e vai se apresentar, com certeza, de maneira muito mais criativa e técnica. A militância virtual pode ser decisiva no caso de disputas acirradas.

Segurança Pública

“Em geral, os responsáveis pelos planos de segurança em vigor pertencem aos quadros policiais. O planejamento estratégico deve ser uma ferramenta separada da cultura corporativa eminentemente policial, para evitar que interesses de uma categoria contaminem as decisões tomadas nessa área. Sempre é importante levar em conta o balanço das experiências já colecionadas como base para aperfeiçoamento, a integração entre os diferentes órgãos envolvidos e o acompanhamento das atividades implementadas e seus resultados. Por isso defendo a municipalização da segurança pública, forma eficiente de manter a polícia próxima dos anseios da sociedade. A população quer que pelo menos um mínimo de dignidade lhe seja garantido, como o direito de ir e vir . O empreendedor deseja trabalhar sem medo de assalto e arrastão.  O policial precisa se empenhar mais, mesmo que o quadro propicie a omissão. A segurança pública eficaz traz prosperidade para todos e deveria ser a prioridade de qualquer governo.”

Expectativa

“O sentimento do eleitor para 2018 está confuso e volátil, tendendo para a não reeleição de políticos conhecidos. A probabilidade mais alta de que votem em um estreante é a oportunidade para que movimentos populares lancem seus próprios candidatos e apostem na renovação política. Um dos grandes desafios de todos os candidatos neste ano está no resgate da confiança do cidadão na política. As pessoas não pretendem votar nos envolvidos na Operação Lava Jato, nem nos Ficha Suja. Após tantos escândalos de corrupção, delações e condenações, sobraram poucos nomes sem manchas, raras exceções. Há um espaço que deve ser preenchido pelos novatos. Estamos só no começo dessa disputa. Os políticos antigos, de um mandato atrás do outro, terão que se reinventar para não ficarem simplesmente de lado. Boa parte das lideranças do momento vem de fora da velha política. As urnas irão mostrar se, de fato, teremos uma oxigenação inaugurando um novo ciclo na política brasileira ”

Brasília

“Há uma crise institucional em Brasília que repercute por todo o Brasil. Não há nada a se comemorar em nenhum setor. Educação, segurança, saúde, transporte sofrem com a falta de investimentos. O que ocorre na capital federal repercute em todas as demais unidades federativas. ”

 

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Carlos Arouck
Agente de Polícia Federal - Bacharel em Direito - Licenciado em Administração de Empresas - Foi Instrutor Academia Nacional de Polícia - Palestrante na área de Segurança Pública - Fundador do Movimento Brasil Futuro (MBF) - Consultor de Cenários Políticos - Consultor de Estratégia de Segurança Pública

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