Centrão e o medo da movimentação popular

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No Brasil, Centrão refere-se à coalizão de partidos políticos que não possuem uma orientação ideológica específica e tem como objetivo assegurar uma proximidade ao poder executivo, de modo que este lhes garanta vantagens e lhes permita distribuir privilégios por meio de redes clientelistas. 
Apesar do nome, o Centrão não se trata necessariamente de um grupo de espectro político-ideológico centrista, geralmente composto por parlamentares do “baixo clero”, que atuam conforme seus próprios interesses, ligado a práticas fisiológicas. Hoje, o centrão é composto pelos partidos MDB, PR, PRB, PSD, Podemos, PTB, PPS, DEM, PSDB, PP e SD. Às vésperas dos protestos, Maia fecha acordo com o Centrão para votar MPs, para tentar esvaziar as manifestações do dia 26 e mostrar que o Congresso trabalha. A ideia é culpar o senhor presidente que nada faz para “articular” e ainda jogar todos contra todos. Afinal, o modo como o Congresso trabalha é conhecido dos brasileiros, seja sob pressão popular, como nas últimas manifestações ou por meio de “articulações”. E o Centrão pode ter um papel de destaque, para o bem ou para o mal. Bolsonaro está no meio do “tiroteio”. As redes sociais, inclusive, divulgaram recentemente o depoimento de um sindicalizado de certo sindicato, que é parlamentar representante do Centrão, durante reunião da Força Sindical: “Nós, das centrais sabemos que nunca sozinhos conseguiríamos fazer uma greve geral. Nós já se juntamos ao pessoal da polícia federal, judiciários e funcionários públicos que não querem que mexam na sua aposentadoria. Tamos até sendo legal com os militares, pois não somos trouxa. A intenção é derrubar o Bolsonaro. Já conseguimos a adesão dos estudantes e agora vamos fazer de tudo para não ter a reforma e derrubar o presidente Bolsonaro”. Para complicar um pouco mais, os grandes nomes dos apoiadores dos movimentos de ruas agora se voltam contra o presidente. Antes só participavam pelas redes sociais e agora estão em cadeia nacional, como a deputada estadual Janaína Paschoal e o roqueiro Lobão, junto de toda a imprensa e deixando de lado as redes sociais, onde a crítica era mais seletiva e direta.

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