Finalmente a Polícia Federal tem um novo Diretor-Geral

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FERNANDO SEGOVIA

O delegado Fernando Segóvia será o novo diretor-geral da Polícia Federal, em substituição a Leandro Daiello, que ocupa o cargo desde janeiro de 2011. Indicado por Dilma, Daiello vem pedindo para sair há muito tempo, mas por pressão dos meios de comunicação e das redes sociais, a sua saída foi postergada, com o intuito de evitar qualquer alegação de ameaça à continuidade da operação Lava Jato.

Por falar na Lava Jato, o que acontece com a nomeação de Segóvia como novo diretor? Nada, porque a polícia vai continuar combatendo a corrupção e outros crimes de sua atribuição, uma vez que a Lava Jato, no âmbito da PF, está em fase de finalização. Os trabalhos dos peritos federais continuam em andamentos, como análises documentais e outras solicitadas pela Justiça e os agentes continuam cumprindo requisições do juízo natural e do Ministério Público, como mandados de prisão e de busca e apreensão. A instituição ter uma troca de comando depois de sete anos não deve ser considerada uma surpresa. É uma necessidade para a Polícia Federal, que sempre foi e será feita por heróis anônimos. As movimentações internas constituem uma praxe normal entre os policiais.

Diversas mídias divulgaram que Segóvia contaria com o apoio de Sarney, por ter sido superintendente no Maranhão e que contaria também com apoio do universo político. Seja o que for que tenha sido noticiado, são apenas especulações de quem escreve uma matéria, talvez tentativas de “minar” um nome de consenso na polícia como um todo. Afinal, a Associação dos Delegados da Polícia Federal não conseguiu fechar um nome escolhido somente por sua categoria.

Em minha avaliação, o governo federal acertou na escolha de Fernando Segóvia, priorizando um diretor que pode investir na pacificação interna, já que o delegado tem um bom trâmite entre as diversas categorias que compõem os quadros da Polícia Federal, como peritos, papiloscopistas, escrivães e agentes. Conta, inclusive neste momento, com suporte das associações de servidores. Formado em direito pela Universidade de Brasília tem pelo menos uma coisa em comum com a Procuradora Geral da República Raquel Dodge: a formação acadêmica. O novo DG costuma apresentar uma postura independente nas questões “interna corporis”, enquanto Daiello era normalmente pautado pela associação de classe. Neste momento de conflito entre delegados e todas as categorias existentes no DPF, Segóvia é um bom nome, conhecido por sempre tentar pacificar os setores por onde passou e é descrito como uma pessoa experiente e agregadora.

Se Segóvia vai ser um bom Diretor-Geral e pacificar a Polícia Federal só o tempo dirá. Nós, policiais federais, torcemos para que o comandante consiga apaziguar as categorias.

Termino citando Fernando Tayrone “Só o tempo dirá o que não se tem resposta”

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