Meu malvado preferido

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MALVADO

Começo o meu texto citando uma frase que expressa o espírito do brasileiro no meio do caos político: “Hoje não existe mais o bem ou mal, o melhor ou o pior, o mais corrupto ou o menos corrupto…Estamos sempre escolhendo o menos mal, o menos pior… e será assim por diante..”

Pela primeira vez na história da República o Ministério Público Federal acusa um presidente no exercício do cargo pela prática de crime comum. Não seria surpresa, principalmente depois de todas as denúncias resultantes das investigações da Lava Jato. O que causou espanto foi o fato de  Lula e Dilma terem sido poupados enquanto Temer, em tão pouco tempo no mandato presidencial, já tenha acumulado três denúncias, três. Ora, Lula e Dilma, juntos, permaneceram no poder por cerca de 13 anos… e nem uma denunciazinha sequer foi feita… Para aqueles que ainda possam ter quaisquer dúvidas sobre o desejo de Janot de fazer o governo sangrar com o apoio do ministro Luiz Edson Fachin, não restam mais argumentos.

Atualmente, cada malvado tem seu momento histórico, como teve no passado o próprio Roberto Jefferson quando fulminou José Dirceu no Mensalão e enterrou as pretensões ditatoriais do petista, que desde a sua juventude foi treinado por governos comunistas. Ele hoje é um condenado da Justiça,  mas continua na clandestinidade moral. Eduardo Cunha, que fez história impedindo, querendo ou não, o avanço do projeto de poder de Lula e seus asseclas, minando inclusive o foro de São Paulo, é outro exemplo de malvado preferido, só que continua preso graças à Justiça.

Antes de falar de outro malvado preferido, o Presidente interino, que eu quero ver fora do poder mas não agora, já que faltam poucos meses para as próxima eleições dentro das normalidades Constitucionais; antes disso, os brasileiros de bem e os trabalhadores querem ver Lula na cadeia, Joesley Batista,  e a turma da chupeta excluídos do Senado Federal presos juntamente com o Aécio Neves, que foi apenas um “boi de piranha” para desviar a atenção da população e atingir Temer. Não é necessário achar que Temer é honesto para estranhar isso tudo, devemos manter a cautela para não bancarmos o idiota útil de forças poderosas com interesses muito, mas muito obscuros. Chega de tantas tentativas de manipulação da boa vontade popular. Os antagonistas serão desmascarados juntamente com a grande mídia que entrou nessa furada do “fora Temer” e “Diretas Já”e terão de experimentar a perda da sua credibilidade. Não foi dessa vez que, com a guerra informacional, conseguiram impor sua agenda, mesmo com todo o poder da grande mídia.

Justo no momento crucial das reformas necessárias, que incomodam uma boa parte dos funcionários públicos e todas as centrais sindicais, surge uma gravação de Joesley, cria de Lula, em um encontro claramente armado para esse intuito, enquanto o acordo concede total liberdade ao delator, que sequer será denunciado… E Temer se transforma em chefe de quadrilha, enquanto Lula, Dilma e Dirceu seguem soltos por aí? E o procurador-geral, na véspera de sua saída do cargo, produz diversas denúncias em tempo tão curto assim? Fatiar a denúncia é virar as costas para o Brasil, tudo isso graças a Rodrigo Janot.  A denúncia contra o presidente da República deveria ser una e abrangente, mas o desejo de Janot de minar o governo é claro e ele preferiu ter a chance maior com três denúncias do que com apenas uma, que poderia ser negada. São denúncias consideradas rasas, que deveriam ter sido arquivadas pelo Supremo, porém capazes de causar grande estrago para o País, em especial.

A conquista de uma  guerra é resultado da vitória de várias batalhas, não se iluda, estamos vivendo uma época de crise política, econômica, ética, terreno fértil para a guerra informacional. Quando  não há argumentos que possam convencer, a esquerda apela para a manipulação, descarada ou não. O Brasil foi deixado de lado e nós, liberais e conservadores, temos que nos unir e estancar a extrema esquerda que continua infiltrada no governo e nas repartições públicas, principalmente no Judiciário. Não há no Ministério Público Federal, na Polícia Federal ou no Judiciário um salvador da pátria. Há pessoas querendo se passar por  salvador da pátria, mas que desejam mesmo um retorno ao Brasil antes da Lava Jato, quando nossos cofres públicos sangravam sem que ninguém percebesse…Aliás, no momento em que investigadores tornam-se celebridades, com direito a entrevistas e palestras questionáveis, é porque há algo de podre no Reino do País de faz de Conta. Investigar é preciso, acabar com a corrupção é mais do que necessário.  Querer preparar o terreno para o retorno da esquerda na base do falso moralismo é estratégia vergonhosa que jamais poderemos deixar que aconteça.

Termino citando o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi: “Houve tiranos e assassinos… e, por um tempo, eles parecem invencíveis… mas, no final, sempre caem. Pense sempre nisto.”

 

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Carlos Arouck
Agente de Polícia Federal - Bacharel em Direito - Licenciado em Administração de Empresas - Foi Instrutor Academia Nacional de Polícia - Palestrante na área de Segurança Pública - Fundador do Movimento Brasil Futuro (MBF) - Consultor de Cenários Políticos - Consultor de Estratégia de Segurança Pública

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