O Crime Virou Arte ou a Arte virou Crime

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MAM_PEDOFILIA

Eu, como policial federal, vejo com perplexidade os acontecimentos dos últimos dias sobre a exposição de menores em nome da “arte” ou da “liberdade de expressão”, com a infração de vários diplomas legais, inclusive aquele idealizado para proteger os menores indefesos, conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente. Antes de expor minha indignação, cito o Art. 241-A do ECA que dispõe sobre “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)”. Apesar de contribuir para a erotização das crianças, o artigo 241-A é claro no cometimento de crime pelos organizadores da mostra no museu. Os próprios pais estariam também infringido o citado artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que a criança estava acompanhada da mãe.

Bem, o museu emitiu uma “nota de esclarecimento”. Nela, afirma que “o trabalho apresentado na ocasião não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.” Acho interessante que o museu confirma ser essa uma obra com leitura interpretativa. Se grande parte da população interpretou que esse tipo de arte era inadequado, a direção não deveria levar isso em conta ao invés de atacar parcela majoritária da sociedade? A nota continua dizendo que “as referências à inadequação da situação são resultado de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.” Fácil para os responsáveis pela exposição culpar os que se indignaram e tratá-los como desinformados, em outras palavras, como ignorantes. A arte é para todos e não para uma elite informada. Continuando a nota de esclarecimento, “o Museu lamenta as interpretações açodadas e manifestações de ódio e de intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.” Pois é: nós, cidadãos de bem, pagadores de impostos, que lutamos diariamente para educar nossos filhos, trabalhamos o dia inteiro, mal temos tempo para prestigiar exposições, nós é que somos contra a liberdade de expressão, segundo o MASP. Nós somos pessoas cheias de ódio no coração. Os puros são eles, claro. A inversão de valores no Brasil não tem limites.

O STF rasga a Constituição e o MPF recomenda a abertura de uma exposição que pode, sim, ser considerada pedófila. Ou o contrário, todos os crimes de pedofilia existentes na internet podem ser considerados fotografia artística ou filme de arte contemporânea. Fica a critério do cliente… No dia 28 de setembro de 2017, um vídeo se tornou um dos mais compartilhados e comentados nas redes sociais. Nele, podemos ver uma menina, de aparentemente 4 anos de idade, tocando em partes do corpo de um homem nu que estava deitado no chão! Normal? E dentre todas as pessoas que visualizam essa cena, poderia existir algum estímulo para as que sofrem com desejos proibidos por crianças?

Pude constatar uma coincidência: todos os patrocinadores desse tipo de “arte” são  bancos de grande penetração no mercado. A coincidência maior é que esses bancos estão diretamente envolvidos com as pautas de destruição das famílias e da religião, envolvidos consequentemente em várias polêmicas. O pior de tudo é que são bancos poderosos, mas que mesmo assim utilizam o dinheiro dos pagadores de impostos por meio da  Lei Rouanet, com o objetivo de chocar as pessoas e gerar uma discussão sobre a pedofilia. Como se não existissem pautas melhores para promoverem… É bom lembrar que o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, defendeu em 2015 que Dilma continuasse no cargo de Presidente da República. Por que essas instituições financeiras capitalistas opressores e tão odiadas pelos socialistas ajudam nas pautas ditas revolucionárias? Porque os líderes socialistas precisam dos bancos para o financiamento de suas utopias.

Com a revolução cultural, nasceram os deformadores de opinião .Gramsci, assim como Lênin, também sabia que o controle da mídia e das artes era fundamental para o domínio das massas. Esse controle deve ser feito, e é feito, através de verba pública e de infiltração nos meios jornalísticos por jornalistas e artistas engajados, que passam a filtrar as notícias que irão a público para que o brasileiro não saiba a verdade.

Os deformadores de opinião atingiram também alguns membros do Ministério Público, do Judiciário e por que não da Polícia Judiciária. A ação desses órgãos de controle do Estado segue mais ou menos um padrão: quando agem estão sempre atrasados ou agem quando o apelo popular é gritante. No país dos Juristas, as leis sempre são feitas para gerar várias interpretações e assim os crimes são cometidos e ninguém é punido e a destruição do modo de vida do brasileiro vai avançando na calada da noite. Hoje, juristas começam a lutar para diminuir e relativizar a idade de consenso para o sexo entre menores e maiores de idade. Tribunais superiores produzem súmulas relativizando a pena para o sexo consensual feito com alguém abaixo da idade permitida em lei. A esquerda brasileira, sob a forma de “arte”, usa de subterfúgios para defender atos pedófilos, como o cometido no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sem proteção do Estado,  o povo brasileiro está nu.

Termino citando Oscar Wilde “Todo crime é vulgar, assim como toda vulgaridade é criminosa.

  

 

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Carlos Arouck
Agente de Polícia Federal - Bacharel em Direito - Licenciado em Administração de Empresas - Foi Instrutor Academia Nacional de Polícia - Palestrante na área de Segurança Pública - Fundador do Movimento Brasil Futuro (MBF) - Consultor de Cenários Políticos - Consultor de Estratégia de Segurança Pública

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