O que esperamos do Congresso em 2017

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CONGRESSO NACIONAL

A eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para o biênio 2017/2018 será realizada no próximo dia 2 de fevereiro, em sessão marcada para as 9 horas. Além da Presidência da Casa, outros 10 cargos estarão em disputa: duas vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplências de secretaria. As candidaturas se encerram no dia 1º de fevereiro. Temos que ficar atentos durante o período de recesso para tentar acompanhar a movimentação partidária e pressionar pela escolha de candidatos favoráveis à luta contra a corrupção e ao prosseguimento da Lava Jato.

Também é importante dar continuidade aos trabalhos já iniciados de controle mais rígido dos gastos públicos. Isso a administração petista fez com louvor: gastou o meu e o seu dinheiro em proveito próprio e dos aliados. Agora, o governo precisa sanear as finanças por meio de soluções impopulares.  O PT deixou que “os outros fizessem o serviço sujo”. Temer quer aprovar uma reforma da Previdência para reduzir o crescimento dos gastos com aposentadoria. Outra reforma polêmica é a trabalhista.

Tradicionalmente aliados a esses grupos, os parlamentares do PT têm feito duras críticas às propostas, embora o governo Dilma também tivesse planos de alterar regras da Previdência e de restringir direitos dos trabalhadores, como a concessão do seguro desemprego.A necessidade da reforma é quase consenso entre especialistas em contas públicas, mas os movimentos sociais e sindicatos acusam a atual administração de dar “um golpe de classe” para tirar direitos dos brasileiros.

Ano que vem, essas medidas impopulares vão ser usadas pela esquerda para angariar alguma simpatia ao PT. Qualquer coisa vale quando o próprio partido que cavou sua sepultura não possui mais cartas nas mangas. Vão alegar que o governo Temer está tentando acabar com os direitos duramente conquistados durante os governos Lula e Dilma etc e tal. Com esse discurso, vão tentar emplacar candidatos à presidência ou à qualquer outro cargo na Câmara. No Senado, já fizeram acordo com Renan.

Temos que usar os meios digitais e as ruas para dizer que não aceitamos mais presidentes das duas Casas legislativas que contrariem os interesses dos cidadãos. Queremos ser representados e não roubados. Aqueles que lutam por um sistema político mais ético precisam do apoio da população para evitar que o Congresso continue a dar as costas para a sociedade, deixando o brasileiro fora da agenda parlamentar.

Aproveito para concluir com o seguinte pensamento:

“Chegou a hora da gente tirar o monopólio da esquerda da juventude. A gente tem que acabar com essa imagem de que quem defende o livre mercado é aquele tiozão de coturno que defende o regime militar. A oposição é a gente. A gente quer privatizar a Petrobras. A gente quer o Estado mínimo. Brasília não vai pautar o povo. É o povo que vai pautar Brasília”.Kim Kataguiri

 

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