Comparar Bolsonaro é seus eleitores ao lulapetismo é uma falsa equivalência

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A união do bolsonarismo com o lulismo é a pior das narrativas utilizadas por aqueles que pretendem chegar ao caminho da terceira via política. Unir significa combinar elementos semelhantes ou diferentes e buscar uma aliança consensual de interesses mútuos. Pessoas que possuem atitudes cegas a favor de Lula e se assemelham a alguns militantes radicais da extrema esquerda brasileira, comumente chamadas de lulapetistas, independentemente do partido, não conseguem formar aliança com quem não se submete a seu pensamento ideológico. O modus operandi do lulapetismo é sempre ridicularizar quem não segue os mesmos preceitos, distorcer o discurso dos opositores e travar uma guerra de ódio sem assumir essa agressividade, imputando-a ao adversário.

Tucanos e associados se esforçam para criar uma falsa equivalência entre petistas e bolsonaristas, e eis o problema. Comparar o vandalismo da esquerda com o patriotismo e o respeito ao patrimônio público vindo dos apoiadores do presidente é uma missão impossível. O desespero é grande por parte dos falsos liberais que temem o resultado das próximas eleições e tentam, a todo custo, criar fissuras na direita e persuadir os eleitores que ajudaram a tirar do poder a esquerda de que essa esquerda corrupta e omissa é ainda a melhor opção. A estratégia de associar o PT aos Conservadores está sendo implantada há muito tempo, sob a ideia equivocada de criação de um grupo de terceira via de centro, ponderado e “certinho politicamente”. Uma espécie de “donos da verdade”, com um discurso contra o qual ninguém teria coragem ou audácia de discordar. Seria uma opção se não fosse uma manipulação para convencer o eleitor chamado de “isentão”. Pior que isso, só mesmo quem escolhe de livre arbítrio a extrema esquerda que queima bandeiras, estátuas e torce pela morte do presidente…

A seita fanática daqueles que admiram um ex-condenado ainda não inocentado é muito diferente dos bolsonaristas que acreditam no Brasil e no empenho do presidente em mudar os rumos da nação. Bolsonaro vai passar, vai deixar um legado e seus apoiadores continuarão acreditando nas ideias conservadoras e cristãs sem nenhuma idolatria; diferente dos lulistas, que acreditam na pessoa de Lula, apesar do mal feito ao país sob sua liderança. Uma das causas da crise político-econômica de 2014, já com Dilma no comando, foi resultado da gestão fraudulenta do governo petista desde sua implantação, caracterizada por crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução da justiça, operação fraudulenta de câmbio, irregularidades nas maiores estatais do Brasil e recebimento de vantagem indevida. Tudo com a participação de agentes públicos, empresários e doleiros.

Esse enriquecimento ilícito foi muito mal visto pela classe trabalhadora, que não via mais seus interesses representados pelo partido que deveria os defender, o PT. Bolsonaro se elegeu com a campanha mais barata da história porque o povo brasileiro quis colocar um ponto final nesses desmandos. Para fazer frente com êxito à esquerda, os patriotas também precisam se conectar de forma mais harmônica entre si, apesar de suas diferenças, e perceber melhor como a política partidária é feita no Brasil, o tal presidencialismo de coalizão, que negocia apoio no Congresso para formar uma base política que garanta a governabilidade. A frase “os fascistas de ontem serão os antifascistas de hoje” mostra com perfeição o que ocorre no atual momento. No último dia 24, os petistas causaram um grande prejuízo na cidade de São Paulo. Vandalismo, como fachadas de banco destruídas, ataques à polícia e o incêndio criminoso na estátua‌ de Borba Gato, um personagem importante da história brasileira, um bandeirante que ajudou no desenvolvimento e na interiorização do Brasil. A esquerda atribuiu a ele uma falácia: “Ele era fascista!”.

Para existir o facismo, não poderia haver limitações impostas pelo Supremo, nem pelo Legislativo, aos atos do Executivo; as Forças Armadas estariam atuando na repressão para manutenção da ordem; o Presidente estaria filiado a um partido forte e único e os meios de comunicação seriam absolutamente censurados e limitados. Nada disso ocorre, mas a esquerda, acostumada a atos bem próximos do facismo, não para de bradar que a direita conservadora é genocida, facista, negacionista, anticientífica, racista, fanática religiosa, bolsominion e gado. Seriam assim os 58 milhões que elegeram Bolsonaro? Por que essa esquerda que se diz tão capacitada não conseguiu permanecer no poder?

Diante do fiasco das últimas manifestações contra o Presidente, os lulistas resolveram mudar suas estratégias iniciais. As lideranças da esquerda aplaudiram o recente ato terrorista de queimar bem público e saíram em defesa do agitador que foi encontrado pela Polícia. Como prova da falta de propostas e ideias inovadoras para o Brasil, abusam da paciência dos cidadãos ao criticar o governo federal sem apontar alternativas e soluções.

Por meio de atos terroristas, tentam comparar suas atitudes às dos bolsonaristas. Jair Bolsonaro não é Lula e nem o povo que apoia o Presidente é o fanático que apoia um ex-presidente que responde a vários inquéritos por corrupção e lavagem de dinheiro. A matemática é simples quando se compara os 14 anos do lulopetismo com os quase três anos de governo do Bolsonaro – a diferença incomoda. Bolsonaro venceu não porque o povo virou fascista, mas porque o povo quis fazer uma experiência com outra proposta, de redução do Estado e dos gastos públicos, de combate austero à corrupção, de repúdio a negociar cargos com partidos políticos – para ver se as coisas mudariam. O PT criou muita expectativa e discurso bonito, porém não cumpriu suas promessas e ainda se envolveu em escândalos típicos de empresários capitalistas que não ligam para as causas dos trabalhadores oprimidos. Agora, com a proximidade das eleições, a esquerda fragmentada sofre com sua própria falta de projeto e insiste em atacar a direita tentando minar sua força no atual jogo eleitoral.

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